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Azeites do Norte Alentejano – DOP

DENOMINAÇÃO DE ORIGEM PROTEGIDA

 

Já na Antiguidade o cultivo da oliveira estava bem enraizado em toda a bacia mediterrânica. Há dados que fazem crer que os Visigodos a herdaram dos Romanos e os Árabes mantiveram e desenvolveram o seu cultivo. O primeiro “Regimento do Ofício Lagareiro” data de 1392 e refere-se à cidade de Évora. Na Idade Média o azeite era o condimento usado por excelência e há um ditado popular que refere que “a melhor cozinheira é a azeiteira”.

Azeites de acidez baixa a muito baixa, com aroma e sabor frutado, suave, bem característico e agradável ao paladar, e coloração amarelo-ouro, por vezes ligeiramente esverdeado. É indispensável na confeção de certos pratos tradicionais, como a açorda, a sopa de bacalhau, o gaspacho, as migas, o sarapatel, entre outros. As azeitonas são colhidas no estado ideal de maturação e transportadas para o lagar, não podendo decorrer depois mais de 48 horas até se iniciar a laboração. A azeitona é lavada, desfolhada, moída e batida. Nesta operação a temperatura da massa não deve ser superior a 35ºC. O produto final é embalado em garrafas de vidro incolor.

As azeitonas são das variedades Galega (variedade dominante), Blanqueta e Cobrançosa.

A área geográfica de produção está circunscrita aos concelhos de Alter do Chão, Arronches, Avis, Borba, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Estremoz, Elvas, Fronteira, Marvão, Monforte, Redondo, Portalegre, Sousel, Vila Viçosa, Alandroal, Nisa e Reguengos de Monsaraz e às freguesias de Nossa Senhora de Machede, São Mansos, São Vicente do Pigeiro, São Miguel de Machede e São Bento do Mato do concelho de Évora e às freguesias da Luz e Mourão do concelho de Mourão.