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Borrego do Nordeste Alentejano – IGP

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA PROTEGIDA

 

Carcaças de borregos da raça autóctone Merino Branco Regional e dos seus cruzamentos, abatidos entre os 3 e os 4 meses de idade, pesando entre 8 e 14 kg, criados de forma tradicional. Estes animais são criados em explorações pecuárias da região, com características edafoclimáticas mediterrânicas, de verões muito quentes e secos. A base da sua alimentação são as pastagens naturais, constituindo a bolota e os restolhos das searas um importante complemento do regime alimentar. A origem desta raça é comum à dos restantes merinos da Península Ibérica e sempre foi considerada de excelente qualidade para a produção de lã. O borrego tem uma importância fundamental para a economia do Alentejo.

Apresenta-se comercialmente em carcaça inteira, meia carcaça ou em peças não acondicionadas ou devidamente embaladas e identificadas. Os pratos mais emblemáticos da gastronomia regional confecionados com esta carne são o ensopado de borrego, o sarapatel ou sopa de miúdos, o cozido de grão e o ratatau (borrego guisado com batatas). Tipicamente, os pratos são cozinhados aproveitando o calor dos fornos de lenha, após a cozedura do pão, utilizando a loiça de barro tradicional, e nomeadamente os famosos barros de Nisa e de Flor da Rosa. Carne tenra e suculenta, com alguma gordura intramuscular que lhe confere um sabor característico.

A área geográfica de produção está circunscrita aos concelhos do distrito de Portalegre.