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Linguiça de Portalegre – IGP

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA PROTEGIDA

 

Enchido, curado por fumagem, composto por carne e gorduras rijas, isentas de courato, de porcos da Raça Alentejana, sal, alhos secos pisados, pimentão-doce, pimentão da horta em massa e, por vezes, vinho branco da região de Portalegre. O invólucro é tripa delgada, seca, natural, de bovino, caprino, ovino ou suíno. Tem formato de ferradura, individualizado, apertado por atadura e/ou torção nas extremidades, comprimento até 50 cm, diâmetro não superior a 28 mm e consistência semi-rija, que varia consoante a alimentação e percentagem de bolota ingerida pelos animais. Tal como os outros enchidos tradicionais da região alentejana, tem uma origem muito antiga. As características intrínsecas do produto estão indissociavelmente ligadas ao microclima da Serra de São Mamede e à arte única e especial das gentes do Alentejo.

A carne e as gorduras são cortadas em pedaços de 1 a 2 cm, em percentagens mais ou menos fixas. Misturam-se, de seguida, em recipiente próprio, as carnes, as gorduras, os condimentos e a água. Esta massa fica depois em repouso entre um a dois dias num local com temperatura não superior a 10º C e humidade próxima dos 80/90%. Procede-se, depois, ao enchimentos manual das tripas, para que as linguiças fiquem bem apertadas e atadas, picando-se, de vez em quando, a tripa com uma agulha. Em seguida, tem lugar a fumagem, a qual deve ser feita com lenha bem seca de madeira de azinho e/ou sobro, durante um período de 2 a 10 dias. O produto final deve ser conservado, armazenado e comercializado a uma temperatura entre 5º e 15ºC. Pode também conservar-se em recipientes adequados, utilizando como líquido de cobertura o azeite da região.

Sabor agradável, suave e pouco salgado.

A área geográfica de produção está circunscrita aos concelhos do Distrito de Portalegre.